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Varejo sobe 0,1% e serviços recuam 0,1% em agosto, mostra o IBGE

Varejo subiu 0,1% e o volume de serviços caiu 0,1% em agosto, segundo o IBGE. Veja o que o ritmo da atividade diz sobre os juros.

FontesIBGE, Banco Central

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A atividade econômica chegou a agosto sem pressa. Nesse mês, o volume de vendas do comércio varejista subiu 0,1% frente a julho, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, divulgada em 15 de outubro. O volume de serviços, medido pela Pesquisa Mensal de Serviços (divulgada em 14 de outubro), recuou 0,1% na mesma comparação. A questão para quem investe é o que a soma deles diz sobre o ritmo da demanda e, por tabela, sobre os juros.

O que os números mostram

No varejo, a alta de 0,1% veio depois de uma queda de 0,8% em julho, o pior resultado mensal de maio a agosto. Em maio e junho, as variações haviam sido de 0,2% e 0,3%. O IBGE informa ainda que o volume de vendas ficou 0,4% acima de agosto de 2025, com alta de 1,7% no acumulado do ano e de 1,6% em 12 meses. Ou seja, o setor devolveu parte do tombo de julho, mas não o recuperou por inteiro: o índice com ajuste sazonal (base 2022 = 100) foi de 109,45 em junho para 108,54 em julho e 108,69 em agosto.

Nos serviços, o recuo de 0,1% veio depois de uma variação de 0,0% em julho e de alta de 0,1% em junho. Frente a agosto de 2025, o volume cresceu 0,6%. No acumulado de janeiro a agosto, a alta é de 1,7%, e em 12 meses, de 2,2%. A taxa em 12 meses vem caindo: era 2,7% em maio e chegou a 2,2% em agosto. A receita nominal do setor, que não desconta a inflação, avançou 0,2% sobre julho e 6,1% sobre agosto do ano passado.

Indicador (agosto de 2026) Varejo (volume) Serviços (volume)
Variação sobre julho, com ajuste sazonal 0,1% -0,1%
Variação sobre agosto de 2025 0,4% 0,6%
Acumulado no ano 1,7% 1,7%
Acumulado em 12 meses 1,6% 2,2%

Fonte: IBGE.

Por que isso interessa aos juros

O Banco Central mantém a meta da Selic em 13,75% ao ano desde 17 de setembro, depois de reduzi-la de 14,00%, segundo o histórico de taxas publicado pela instituição. Juros nesse patamar encarecem o crédito e funcionam como freio sobre o consumo.

O IPCA acumulado em 12 meses estava em 4,58% em setembro, conforme o IBGE, e o Boletim Focus mais recente, com data de 9 de outubro, traz mediana de projeções de 5,22% para o IPCA de 2026.

O que o mercado projeta

O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, traz na edição de 9 de outubro uma mediana de 1,85% para o crescimento do PIB em 2026 e de 1,40% para 2027. Para a Selic, a mediana das projeções é de 13,25% ao ano no fim de 2026 e de 12,00% no fim de 2027. São expectativas de agentes de mercado, não metas nem compromissos do Banco Central, e mudam a cada semana conforme saem novos dados.

O que considerar na carteira

Para quem tem renda fixa pós-fixada, o rendimento segue a Selic e o CDI, de modo que o caminho dos juros afeta diretamente o que o investimento entrega. Títulos prefixados e atrelados à inflação reagem também às expectativas de juros futuros, e por isso seus preços oscilam quando o mercado reavalia o ciclo. Quem carrega esses papéis até o vencimento recebe a taxa contratada; quem vende antes fica sujeito à marcação a mercado.

A atividade chega também às ações e aos fundos multimercado, já que consumo e serviços pesam nos resultados de empresas listadas. Demanda fraca pode pressionar lucros, e juros altos elevam o custo de capital. O peso de cada efeito depende do perfil da carteira, do prazo e da tolerância a oscilações.

O que observar

Alguns pontos merecem acompanhamento nas próximas semanas: os próximos Focus, para ver se a mediana do PIB e da Selic se move; o IPCA de outubro; e os dados de setembro de varejo e serviços, que mostrarão se agosto foi uma pausa ou o começo de uma tendência.

Fontes

  1. IBGE: Em agosto, comércio varejista registra variação de 0,1% (15/10/2026)
  2. IBGE: Volume dos Serviços varia -0,1% em agosto (14/10/2026)
  3. IBGE, API de agregados: Pesquisa Mensal de Comércio, tabela 8880
  4. IBGE, API de agregados: Pesquisa Mensal de Serviços, tabela 5906
  5. Banco Central: Expectativas de Mercado (Boletim Focus), séries anuais
  6. Banco Central: histórico das taxas de juros e metas da Selic
  7. IBGE, API de agregados: IPCA, tabela 1737 (setembro de 2026)

Este texto tem caráter educacional e não é recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Avalie qualquer decisão de acordo com o seu perfil de investidor. Produzido com apoio de inteligência artificial e revisado pela equipe técnica da redação antes da publicação.